Sunday, December 17, 2006

Estréias de 05 de janeiro de 2007

O DONO DA FESTA 2
(Van Wilder 2: The Rise of Taj, EUA, 2006)
Comédia - 95 min.
Direção: Mort Nathan
Elenco: Kal Penn, Lauren Cohan, Daniel Percival, Glen Barry, Anthony Cozens, Steven Rathman, Holly Davidson, Tom Davey.
Sinopse: Taj Badalandabad foi assistente do lendário Van Wilder, mas isso já é passado. Agora, Taj vai voar para a Inglaterra para garantir seu diploma e a entrada na irmandade que sempre sonhou. Mas quando chega lá, tudo dá errado e ele vai querer abrir sua própria irmandade com alguns poucos rejeitados e mostrar para todo mundo que ele é o verdadeiro dono da festa. Mas acredite, muita loucura vai rolar até lá...
Notas da Crítica:
Alessandro Giannini, SET: 4/10
Tatiane Crescêncio, Cineplayers: 3/10
Alexandre Koball, Cineplayers: 1/10Thiago Sampaio, Cinema com Rapadura: 1/10

O PLANETA BRANCO
(La Planète blanche, Canadá, 2006)
Documentário - 86 min.
Direção: Thierry Piantanida, Thierry Ragobert e Jean Lemire.
Música de Bruno Coulais. Narração de Jean-Louis Étienne.
Sinopse: Documentário que apresenta um vasto panorama da região do Ártico, que compreende o Oceano Ártico e o Pólo Norte.
Durante o inverno a área toda é coberta pelo gelo e a temperatura atinge geralmente -60° C. Durante o verão a tundra é a vegetação principal, mas nas áreas mais aquecidas pode se encontrar salgueiros e bétulas. A vida animal é amplamente registrada, com certo destaque para uma Ursa Polar, que é acompanhada desde o início do inverno, quando ela se enfia numa toca secreta para gerar, amamantar e aquecer seus dois filhotes até a emancipação dos ursinhos, no final do verão seguinte, depois de muito treinamento na difícil arte de caçar suas presas na banquisa. O filme acompanha também a impressionante jornada das centenas de renas selvagens (caribus) que migram em direção ao norte num terreno altamente acidentado, capaz de deixar qualquer tropeiro do Globo Rural de queixo caído.
Outras figuras ilustres do Ártico são a foca de capuz que tem uma aparição curiosa com seu estilo inflável de ser, os narvais com seus chifres únicos e pontudos que lembram unicórnios, um espetáculo de cenas subaquáticas de plânctons, algas, corais, pepinos do mar, águas-vivas, medusas, polvos gigantes, belugas, cardumes de peixes, baleias corcundas e baleias boreais famintas, a saga dos airos, aves que atravessam a Terra para botar seus ovos no Ártico e ainda assim tem seus ninhos assaltados por raposinhas espertalhonas, o duelo de bois almiscados que disputam na base das cabeçadas quem irá liderar o clã e toda a simpatia das morsas que adoram tomar um solzinho de barriga pra cima em cima de uma bela placa de gelo.
Ao flagrar o esplendor da passagem das estações nesse cenário de incrível plasticidade, com direito a nevascas e à aurora boreal o filme registra tanto a força e a habilidade dos animais do Pólo Norte em sua luta pela sobrevivência quanto sua vulnerabilidade ante as mudanças agressivas provocadas no meio-ambiente pelo fenômeno do aquecimento global.
A trilha sonora é formada por uma mistura de sons tribais com música new age e corais de vozes e a narração é mínima, mas o filme poderia ser ainda mais silencioso, tão forte é o impacto das suas imagens.
Notas da Crítica:
Airton Shinto, Shintocine: 8/10
Carlos Dunham, Sobrecarga: 4/5
Chiristian Petermann, Guia da Folha: 3/4
Naief Haddad, Guia da Folha: 3/4
Cláudio Angelo, Folha Ilustrada: 3/4

Francisco Russo, Adoro Cinema: 7/10
Alysson Oliveira, Cineweb: 3/5

Miguel Barbieri Jr., Veja SP: 3/5
Sérgio Nunes, Cinequanon: 3/5
Anahi, Borges, Cinequanon: 2/5
Angela Andrade, Cinequanon: 2/5
Cid Nader, Cinequanon: 2/5
Érico Fuks, Cinequanon: 2/5
Fábio Yamaji, Cinequanon: 2/5
ÍNDICE NC: 5,97 (14)VOCÊ É TÃO BONITO
(Je Vous Trouve Très Beau, França, 2006)
Comédia - 97 min.
Direção: Isabelle Mergault
Elenco: Michel Blanc, Medeea Marinescu, Wladimir Yordanoff, Benoît Turjman, Eva Darlan, Elisabeth Commelin, Valérie Bonneton.
Sinopse: Aymé Pigrenet (Michel Blanc) é um fazendeiro viúvo que, ao procurar por uma esposa numa agência de matrimônio, recebe a sugestão de ir a Romênia, onde muitas mulheres sonham em casar com um francês para melhorar de vida. Na realidade, ele só precisa de alguém que possa ajudá-lo a manter a fazenda em perfeito funcionamento. Ao chegar lá, ele conhece a bela jovem Elena (Medeea Marinescu).
Notas da Crítica:
J Beto, Cine do Beto: 3/5
Marcelo Miranda, Cinequanon: 3/5
Miguel Barbieri Jr., Veja SP: 3/5
Rodrigo Campanella, Pílula Pop: 60/100

Rubens Ewald Filho, Cinema UOL: 3/5
Sérgio Nunes, Cinequanon: 3/5
Gabriel Carneiro, Cinequanon: 5/10Angela Andrade, Cinequanon: 2/5
Fábio Yamaji, Cinequanon: 2/5
Anahi Borges, Cinequanon: 1/5
Cássio Starling Carlos, Folha Ilustrada: 2/4

Cesar Zamberlan, Cinequanon: 1/5
Erico Fuks, Cinequanon: 1/5

DIAS SELVAGENS
(A Fei jing juen, Hong Kong, 1991)
Drama - 94 min.
Direção: Wong Kar-Wai
Elenco: Andy Lau (Tide), Maggie Cheung (Su Lizhen), Leslie Cheung, Carina Lau, Rebecca Pan, Jacky Cheung, Danilo Antunes.
Sinopse: Em Hong Kong, no verão de 1960, Yuddy (Leslie Cheung) é um jovem que acaba de descobrir que a mulher que o criou, uma prostituta bêbada, não é sua verdadeira mãe biológica. E ela se recusa a dizer a ele o nome de sua mãe. A revelação desencadeia em Yuddy uma série de perturbações, e ele se torna um playboy que despreza as mulheres. Ao mesmo tempo, duas mulheres se apaixonam por ele: Su Li-Zhen, a garota tímida e solitária que trabalha na bilheteria e no bar de um estádio de futebol e Mimi, uma bailarina exótica; e Yuddy é incapaz de decidir com qual deve ficar.Mas "a fila anda" e Su Li-Zhen conhece Tide, um policial que faz rondas noturnas enquanto Zeb, um amigo de Yuddy, apaixona-se por Mimi. Quando finalmente Yuddi descobre o nome da verdadeira mãe, parte ao encontro dela nas Filipinas, mas é renegado.
LINK PARA OS MELHORES FILMES DE 2007

A MENINA E O PORQUINHO
(Charlotte`s Web, EUA, 2006)
Drama - 113 min.
Direção: Gary Winick
Roteiro baseado no clássico da literatura infanto-juvenil A Teia de Charlotte, do norte-americano E. B. White. Elenco: Dakota Fanning (Fern), Kevin Anderson, Noel Ballantine, Gary Basaraba, Julia Roberts (voz de Charlotte), Oprah Winfrey, Steve Buscemi, Kathy Bates, John Cleese.
Sinopse: É primavera numa fazenda no Condado de Somerset. Uma porca dá à luz onze filhotes. Como de costume, o fazendeiro iria matar o mais nanico deles, já que a porca só tem dez tetas para dar de amamentar e alguém ter que ser sacrificado. Ao saber da eminente morte do porco nanico, a filha do fazendeiro, a garotinha Fern, decide assumir a "maternidade" do porquinho, passando a tratá-lo como seu bebê, com direito até a mamadeira e carrinho de passear. O porco nanico ganha o nome de Wilbur.
Wilbur é criado no celeiro da fazenda do tio de Fern, Homer Zuckerman, junto com um cavalo, um casal de gansos, duas vacas leiteiras, algumas ovelhas e uma aranha chamada Charlotte que se torna sua melhor amiga.
No celeiro mora também o rato Templeton, que é quem conta para Wilbur para que serve o defumadouro da fazenda. Tradicionalmente, todos os porcos nascidos na primavera acabam virando presunto, linguiça e bacon no Natal. Amedrontado com a possibilidade de ir para o defumadouro e não sobreviver nem até a época da neve, Wilbur, precisando de um milagre, pede ajuda a Charlotte.
A aranha compromete-se a ajudar o porquinho, e a sua estratégia é escrever palavras na sua teia para chamar a atenção dos humanos para o quanto Wilbur é "Um Porco e Tanto", "Esplêndido", "Radiante" e "Humilde" ("Some Pig", "Terrific", "Radiant" e "Humble").
Notas da Crítica:
Mariana Souto, Pílula Pop: 80/100Roberto Sadovski, SET: 7,5/10
Celso Sabadin, Cineclick: 7/10
Christian Petermann, Guia da Folha: 7/10
Miguel Barbieri, VEJA SP: 7/10
Odair Braz Jr., Herói: 7/10
Marcelo Forlani, Omelete: 6,5/10
Alysson Oliveira, Cineweb: 3/5

Débora Beraldo, Cine Net: 3/5
João Lopes, Premiere: 3/5Renato Marafon, Cinepop: 3/5
Rui Brazuna, Premiere: 3/5
Luis Salvado, Premiere: 2/5
Andreissa Caminha, Cinema com Rapadura: 3/10
Rafael Leite, Comuny: 1/5
Raphael Santos, Cinema com Rapadura: 1/10
ÍNDICE NC: 5,63 (16)

DIAMANTE DE SANGUE
(Blood Diamond, EUA, 2007)
Aventura/ Drama
Direção: Edward Zwick
Roteiro de Charles Leavitt e C. Gaby Mitchell. Produzido por Edward Zwick, Paula Weinstein, Darrell Roodt, Graham King e Marshall Herskovitz. Elenco: Leonardo DiCaprio (Danny Archer), Djimon Hounsou (Solomon Vandy), Jennifer Connelly (Maddy Bowen), Chris Astoyan (Billy), Stephen Collins,David Harewood (Capitão Poison), Ato Essandoh, Caruso Kuypers (Dia), Benu Mabhena (Jassie), Arnold Vosloo, Francois Grobbelaar (Mercenário), Caruso Kuypers (Dia), Benu Mabhena (Jassie), Adetokumboh M'Cormack, Jimi Mistry, Ntare Mwine (M'ed), Michael Sheen, Basil Wallace.
Sinopse: Freetown, capital da Serra Leoa, na costa Oeste da África, 1999. Solomon Vandy era um pescador que vivia numa aldeia da etnia Mende com sua esposa, Jessie, e suas três crianças. "Dia" é o nome do filho mais velho de Solomon. Ele gostava de jogar futebol e de estudar, e sonhava em viver num país livre e próspero depois que a guerra acabasse. Solomon planejava ver o filho tornando-se médico, e deixando a dura vida naquela vila de pescadores e consertadores de redes.
Serra Leoa atravessava um período bastante conturbado. Assim como havia acontecido na época dos ciclos do marfim, da borracha, do ouro e do petróleo no continente africano, a corrida atrás das minas de diamantes desencadeou uma violenta Guerra Civil que já havia custado a vida de milhares de pessoas.
A F.U.R.- Frente Unida Revolucionária é um grupo de guerrilheiros violentos que almejavam o controle do país, enfrentando as tropas do governo e ao mesmo tempo tentando desestabilizar toda a nação, destruindo aldeias inteiras, decepando as mãos de não-simpatizantes e recrutando homens para trabalhar como escravos nas minas de diamantes e crianças para serem treinados em suas fileiras para compôr a guerrilha.
Foi de repente que os guerrilheiros da F.U.R. chegaram à aldeia Mende metralhando quem encontrassem pela frente, provocando um grande tumulto e causando a separação de Solomon, que foi levado para trabalhar nas minas de diamante, e de Jessie e as crianças, que fugiram e passaram a viver como refugiados em busca de um abrigo.
O negócio de diamantes já preocupava autoridades internacionais que sabiam que o comércio das pedras preciosas encontradas nas minas de Serra Leoa era o fomentador da Guerra Civil no país, por causa do contrabando internacional de armas que acabava movimentando fortunas e envolvia subornos de alfândegas e tinha como principal "investidora" a empresa "Van De Kaap" de diamantes, que mantinham altos os preços das pedras através de um estoque secreto, o que fazia com que as pedras, chamadas de "diamantes de sangue", porque custavam a vida de milhares de pessoas, permanecessem raras do ponto de vista do mercado de jóias.
O esquema ilegal era conhecido pelas autoridades e pelos jornalistas, mas faltavam provas, "nomes, datas e números de contas".
Danny Archer, nascido na Rodésia (atual Zimbábue) era um negociador. Ele mantinha contatos de compradores de jóias em Londres, na Libéria e em outros países e trocava diamantes por armas de fogo tanto para a F.U.R quanto para as Forças Armadas do governo de Serra Leoa. Certa vez, quando tentava atravessar a fronteira com um pequeno rebanho de cabras, que na verdade continham diamantes escondidos sob o seu pêlo, foi preso por contrabando e levado para um presídio em Freetown.
Enquanto isso, Solomon Vandy encontrou na mina um diamante especial, do tamanho de um ovo de ave, transparente e brilhante. Devia ter uns 100 quilates. Solomon aproveitou que os vigias da F.U.R. estavam distraídos com as explosões devido a um ataque dos soldados do governo e escondeu o diamante primeiro entre os dedos dos pés, depois num buraco no chão. Na confusão Solomon acabou indo preso e foi parar no mesmo presídio onde estava Danny Archer.
Danny interessou-se pela história (e principalmente pelo valor) do diamante e estava determinado a ir buscá-lo com o pescador. Em troca, propôs-se a localizar e reunir a família de Solomon. Para isso, Danny contaria com a ajuda da jornalista norte-americana Maddy Bowen, que tinha acesso ao banco de dados das Nações Unidas sobre os campos de refugiados. Maddy, que já tinha estado no Afeganistão e na Bósnia fazendo reportagens, sabia que Danny era o homem que poderia lhe dar afinal os "nomes, datas e números de contas" que provariam o esquema que estabelecia a ligação entre contrabandistas de diamantes e de armas.
Bastidores: -Indicado ao Oscar 2007 de MELHOR ATOR (Leonardo Di Caprio), MELHOR ATOR COADJUVANTE (Djimon Hounsou), MELHOR MONTAGEM, MELHOR EDIÇÃO DE SOM e MELHOR MIXAGEM DE SOM.
-Por este filme, Leonardo Di Caprio é um dos cinco indicados ao prêmio de Melhor Ator e Djimou Hounsou é um dos cinco indicados ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo SAG (Sindicato dos Atores) , que será entregue no dia 28 de janeiro de 2006.
Notas da Crítica:
Carlos Eduardo Corrales, Delfos: 4,5/5
Airton Shinto, Shintocine: 8/10
Diego Benevides, Cinema com Rapadura: 8/10

Marcelo Forlani, Omelete: 8/10
Neusa Barbosa, Cineweb: 4/5
Wally, Cine Vita: 8/10

Rubens Ewald Filho, Cinema UOL: 4/5
Rui Pedro Tendinha, Premiere: 4/5
Suzana Uchôa Itiberê, SET: 8/10
Gabriel Carneiro, Os Intocáveis: 7,5/10
Rodrigo Rosp, Cineplayers: 7,5/10
Silvio Pilau, Cineplayers: 7,5/10
Leonardo Heffer, Cinema com Rapadura: 7/10

Rita Almeida, cinerama.blogs.sapo.pt: 3,5/5
Alex Xavier, Guia do Estadão: 6,5/10
Celso Sabadin, Cineclick: 6,5/10
Christian Petermann, Guia da Folha: 6,5/10
Odair Braz Jr., Herói: 6,5/10
Rodrigo Salem, SET: 6,5/10

A. Pascoalinho, Premiere: 3/5
Andy Malafaya, Cineplayers: 6/10
Emilio Franco Jr., Cineplayers: 6/10
Tatiane Crescêncio, Cineplayers: 6/10
Cid Nader, Cinequanon: 3/5

Daniel Oliveira, Pílula Pop: 60/100
David Mariano, Premiere: 3/5
Érico Fuks, Cinequanon: 3/5
Fábio Yamaji, Cinequanon: 3/5
Fanny Lopes, Multiply: 3/5

Filipe Furtado, Paisà: 3/5
JBeto, Cine do Beto: 3/5
José V. Mendes, Premiere: 3/5
Luis Salvado, Premiere: 3/5
Maria Carmo Piçara, Premiere: 3/5
Miguel Barbieri Jr., Veja SP: 3/5
Pablo Villaça, Cinema em Cena: 3/5
Rodrigo Carreiro, Cine Reporter: 3/5

Rodrigo Soares, Cinepop: 3/5
Rui Brazuna, Premiere: 3/5
Sérgio Rizzo, Folha Ilustrada: 5,5/10
Vitor Moura, Premiere: 3/5
Ary Monteiro Jr., Cineplayers: 5,5/10
Alexandre Koball, Cineplayers: 5/10
Régis Trigo, Cineplayers: 5/10
Wander Cabral, Cineplayers: 5/10
Christian Petermann, Guia da Folha: 2/4
Luiz Z. Oricchio, O Estado de São Paulo: 5/10
Sérgio Rizzo, Guia da Folha: 2/4

Alexandre C. dos Santos, Paisà: 2/5
João M. Tavares, Premiere: 2/5
Marcelo Miranda, Cinequanon: 2/5
Rodrigo Soares, Sobrecarga: 2/5

João Lopes, Premiere: 1/5
Kleber Mendonça Filho, Cinemascopio: 1,5/4
Laura Cánepa, Cinequanon: 1/5
Bruno Amato Realme, O Negativo Queimado: 1/4
Cássio Starling Carlos, Folha Ilustrada: 1/4

Leonardo Luiz Ferreira, Paisà: 0/5ÍNDICE NC: 5,83 (58)
Site Oficial: http://blooddiamondmovie.warnerbros.com/

5 comments:

High Power Rocketry said...
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airtonshinto said...

DIEGO BENEVIDES, do site Cinema com Rapadura:
"Ambientado nos anos 90, durante a guerra civil que devastou Serra Leoa, o enredo gira em torno de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário do Zimbábue, e Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador da etnia Mende. Depois de uma invasão inesperada da chamada Força Unida Revolucionária em sua aldeia, Solomon se separa de sua família e é levado a um campo de mineração para caçar diamantes e acaba encontrando um exemplar valiosíssimo que vai reger toda a história. Depois de mais um bombardeio, Solomon é preso e conhece Danny na cadeia, e este, por sua vez, descobre que Solomon enterrou o diamante e é ciente de que uma pedra dessas é bastante difícil de achar, além de ter a ambição pessoal de sair da África e camuflar-se dos tempos de repressão, violência e corrupção presentes. Então surge Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista americana idealista que está em Serra Leoa para desvendar a verdade por trás dos diamantes de sangue, aqueles que são comercializados ilegalmente e consumidos nas prateleiras das mais importantes joalherias do mundo, expondo a cumplicidade dos chefes da indústria das pedras, que optaram pelo lucro no lugar dos princípios. Maddy vai atrás de Archer como fonte para seu artigo, porém logo descobre que é ele quem precisa muito mais dela. Com a ajuda de Maddy, Archer e Solomon se embrenham por uma perigosa trilha dentro do território rebelde. Archer precisa de Solomon para encontrar e recuperar o valioso diamante rosa, enquanto Solomon precisa recuperar seu filho e reunir sua família mais uma vez.
Todo término de ano e começo do outro é um momento de maravilhas cinematográficas. O atraso dos filmões aqui no Brasil, se comparado às estréias estadunidenses, acaba concentrando os projetos todos nesta época, que é para realmente dar tempo de termos uma idéia dos indicados dos maiores prêmios da indústria do cinema , como o aclamado Globo de Ouro e o pop Oscar. "Diamante de Sangue" chega logo para abrir as expectativas dos cinéfilos de que uma boa safra de filmes está por vir, fazendo jus ao título de sétima arte. Abordar momentos históricos e transferir o público a um verdadeiro ensaio de uma guerra e, o mais importante, deixar a sensação de que aquilo foi (ou é) real não são novidades, mas o que venho notando é que, a cada nova produção do gênero, há uma necessidade maior em sair um pouco do lugar comum, mas alguns deles acabam caindo no exibicionismo performático feito somente para vender. "Diamante de Sangue" consegue se adequar bem ao bom filme comercial que sabe muito bem para o que veio. Com uma história realmente envolvente (apesar de longa demais), soube mesclar o lado histórico com cenas de ação bem elaboradas e uma linha dramática que se desenvolve bem, apesar de cair em maus gostos melodramáticos demais, que só demonstram desnível de personalidade de alguns personagens.
O diretor e produtor Edward Zwick tem conquistado seu reconhecimento aos poucos e pode fazer desse novo projeto o que vai consolidar sua competência. Depois de produzir filmes como "Shakespeare Apaixonado" e dirigir "O Último Samurai", parece que ele tem conseguido lidar bem com os roteiros que decide trabalhar. Em "Diamante de Sangue", Zwick consegue uma harmonia incrível com Eduardo Serra, o diretor de fotografia, outro com um currículo avançadíssimo que inclui "Corpo Fechado" e "Amor Além da Vida". Sabendo muito bem o que captar em cada plano, os diretores deram um toque bastante documental em cada cena, principalmente ao retratar a realidade dos vitimados da guerra em Serra Leoa, fato também que se repete ao rodar as cenas de ação e bombardeios. Tudo é muito real e bastante particular, sendo bem medido e tendo uma função prática dentro do longa. Algumas imagens poderiam certamente descansar horas na nossa tela que não seria suficiente para admirarmos por completo. Zwick e Serra conseguem não somente pontuar os acontecimentos e transições da história, mas ilustrar da melhor forma possível o enredo, que também dispõe de uma direção de arte ímpar. Toda a competência técnica dá uma sacudida na trama e a conduz de forma especialmente ousada, sem medo de ironizar e cutucar não só as feridas americanas, mas também mundiais, além de gerar diversas discussões sobre a facilidade de transformar a sociedade em um palco de guerras, onde os valores humanos são totalmente devastados pelas ambições dos poderosos.
O elenco está particularmente bem. Não só o principal, mas também o secundário. Em um filme de tal proporção, é bastante complicado fazer a ambientação da história de forma convincente, o que "Diamante de Sangue" faz perfeitamente. Em alguns momentos, até parece que o projeto foi realmente rodado paralelamente à guerra ocorrida nos anos 90, já que temos estereótipos tão magníficos de mocinhos, bandidos e afins. Leonardo DiCaprio deixou de ser somente aquele mocinho bonito e galã de "Titanic" ou "Romeu + Julieta". Em seus últimos trabalhos, o ator tem conseguido mostrar uma versatilidade incrível e talvez na pele de Danny Archer tenha atingido o ápice de sua maturidade artística, o que também pôde ser visto recentemente em "Os Infiltrados". DiCaprio possui uma presença cênica forte e consegue dar movimento ao seu personagem, apesar de sofrer com constantes atribulações do roteiro referente ao mal posicionamento de sua índole. Outro desnível ocorrido em relação ao personagem do loiro foi que seu sotaque característico e importante para entender algumas questões sociais dos protagonistas não conseguiu ser uniforme o suficiente para atingir este objetivo. O que é uma pena, já que DiCaprio se saiu tão bem construindo seu personagem. Ele bem que poderia ter evitado diminuir o nível de seu novo sotaque. Mas esse pequeno problema não quer dizer que sua atuação ficou prejudicada por completo.
Outro destaque surpreendente foi de Djimon Hounson. Representando a parte mais dramática da trama, é o exemplo do bom ator que precisa realmente de um papel de destaque para mostrar do que é capaz. Sempre mostrando corretamente seu desespero como pai em recuperar seu filho raptado pela Força Revolucionária, Hounson sabe como fazer o público entrar em desespero. Sua voz rouca acaba ajudando em seus pedidos por ajuda e seus gritos de tristeza. Infelizmente, tal reconhecimento não pode ser dado à belíssima Jennifer Connelly, prejudicada pelo roteiro, representando apenas "mais uma jornalista em busca de uma boa matéria". Seu personagem tinha tudo para ser de importância fundamental para o andamento (não só para o desfecho) de toda a trama, e não conseguiu se encontrar direito. Essa obsessão de que os filmes precisam de uma figura feminina e uma menção a uma relação romântica gerada entre uma guerra particularmente me irrita. Mesmo fugindo de alguns clichês, o roteiro fez mau uso do talento de Connelly, mas é inegável que, quando ela aparece em cena, realmente faz a diferença visual da película. Sempre com postura obstinada e precisa, ela representa os olhos de uma sociedade inconformada com todo aquele caos, fato este que também poderia ter sido desenvolvido, e acabou deixando para o público imaginar o porquê de ela estar ali.
Juntando um bom elenco com aspectos visuais fenomenais, que variam da maquiagem, a algum efeito especial simples (ou não!), "Diamante de Sangue" é mais do que um filme que tenta recriar uma situação vivida em algum momento da humanidade e passa a ser muito mais documental do que parece. Dos simples planos abertos à fotografia fenomenal, das metáforas às pretensões, a mescla dramática e aventureira foi fundamental para transportar o espectador aquele mundo caótico vivido em Serra Leoa, mostrando a determinação e o egoísmo das forças poderosas, mas também dos seus personagens, cada qual com seus objetivos. Sem ter medo de mostrar cenas louváveis, porém chocantes, o longa certamente irá agradar aqueles exigentes e obrigará os outros a terem um pouco de paciência. De qualquer forma, 2007 realmente começou bem e espero que vários outros diamantes venham no decorrer do ano."

airtonshinto said...

DANIEL OLIVEIRA, do site Pílula Pop:
"Existem diretores que buscam um olhar próprio mesmo nos roteiros mais improváveis e tentam ao máximo escapar dos clichês. E existem outros que não.
Infelizmente para “Diamante de sangue”, Edward Zwick se encaixa na última categoria. O diretor apresenta uma falta de criatividade retumbante e cai em várias armadilhas de principiante que fazem um filme, que poderia ser bem interessante, parecer quase mais chato que “O último samurai”, seu último trabalho.
Os equívocos já começam fora do filme. Apesar do cartaz, e do próprio Zwick, tentarem convencer (por motivos óbvios) que o protagonista da história é o contrabandista Danny Archer (Leonardo Dicaprio), a linha-mestra do filme é Djimon Hounsou. Ele é Solomon, um pescador de Serra Leoa que tem a família seqüestrada pelos rebeldes da Força Unida Revolucionária e é obrigado a trabalhar como garimpeiro.
Ele encontra um enorme diamante, que desperta o interesse de Archer. O contrabandista, por sua vez, é perseguido pela jornalista Maddy Bowen (Connelly), atrás de uma história bombástica sobre a indústria dos diamantes-título. Emboscados na guerra civil entre rebeldes e governo, os três se ajudam para conseguir, respectivamente, a família, o diamante e a matéria.
Dicaprio e Hounsou abraçam seus papéis com visceralidade e paixão, carregando o filme nas costas. Connelly simplesmente bate ponto: bonita e correta em um papel-clichê de “consciência” de Archer – e que piora quando se torna seu interesse amoroso. O idealismo de Maddy e as cenas que ela divide com o contrabandista soam falsos, superficiais e desnecessários.
Já Zwick abraça todos os clichês que encontra pela frente: do romance barato (a “cena da mão” entre Maddy e Archer é sofrível), ao “videoclipe de rap”, após um ataque rebelde que mata milhares de civis. O editor Steven Rosenblum (parceiro de Zwick) ainda insiste em cortar a cada cinco segundos, privilegiando um ritmo de ação em detrimento das boas atuações.
Esse estilo de bombas e tiros a torto e a direito, aliás, são o tiro de misericórdia de Zwick em um filme que se dispõe a discutir um assunto sério – os diamantes-título são comprados pelas nações ricas e financiam a guerra civil na África – que, nas mãos do diretor, quase se torna um blockbuster de verão. Enquanto seqüências de ação parecem ser cuidadosamente trabalhadas, os diálogos são exageradamente explicativos, contando algo que uma boa direção deveria suprir.
O irônico é que a história do filme é a mesma do artigo de Maddy. E é verdade: o filme de Zwick tem a mesma profundidade de uma reportagem de revista. Para isso, existem as reportagens de revista."

airtonshinto said...

RODRIGO CARREIRO, do site Cine Reporter:
"O diretor Edward Zwick é uma espécie de contrabandista de conteúdo cinematográfico. Ao longo da carreira, ele se especializou em disfarçar, como se fossem meros thrillers de ação, filmes-denúncia sobre política internacional, quase sempre estrelados por grandes astros de Hollywood, como Denzel Washington e Tom Cruise. Dois dos trabalhos que levam a assinatura dele (“Nova York Sitiada”, de 1998, e “O Último Samurai”, de 2003) foram baseados nessa fórmula. “Diamante de Sangue” (Blood Diamond, EUA, 2006) a repete mais uma vez, incluindo Leonardo Di Caprio na receita, e atinge resultado parecido – embora elogiável do ponto de vista ideológico, não vai além do eficiente e do convencional sob o aspecto cinematográfico.
Em “Nova York Sitiada” o cineasta fez uma leitura (deveras profética, observando-se que o atentado de 11 de setembro aconteceria três anos depois) sobre o problema dos radicais islâmicos infiltrados nas grandes metrópoles do Ocidente, e em “O Último Samurai” explorou a temática das diferenças culturais entre asiáticos e norte-americanos. “Diamante de Sangue” segue a mesma linha, investindo em pesada denúncia sobre o contrabando de pedras preciosas em Serra Leoa, o pequeno país africano imerso em guerra civil. Neste ponto, o resultado conseguido pelo filme é positivo, já que Zwick se esforça para elaborar em detalhes um pano de fundo que permita à platéia compreender sem esforço os motivos pelos quais a guerra nunca termina naquele território minúsculo.
Via de regra, Serra Leoa é um dos territórios mais ricos do mundo em minas de diamantes. Como o mercado de jóias está sempre ávido por aumentar a extração da pedra, grandes complexos de joalharia internacionais incentivam a ação de mercenários violentos que, incitando as divergências entre as diferentes tribos locais e abastecendo-as com armas pesadas, mantêm a região em permanente conflito. Toda a situação – inclusive o horrendo hábito dos guerreiros locais de cortar as mãos das crianças de tribos rivais, bem como a utilização de trabalho escravo – é explicada em minúcias durante o longa-metragem.
A história documenta o encontro de três personagens bem distintos. Um deles é Danny (Leonardo Di Caprio), mercenário sul-africano acostumado a trocar armas por diamantes. O segundo é a jornalista norte-americana Maddy (Jennifer Connelly), garota ambiciosa que está por lá para escrever uma reportagem que lhe permita desvendar o complexo esquema de contrabando montado pelas joalharias. O terceiro vértice do triângulo é um pescador humilde da etnia mende, Solomon (Djimon Hounson). Separado à força da família e levado a um campo ilegal de extração de minérios para trabalhar como escravo, ele dispara a ação ao encontrar uma enorme pedra de 100 quilates e escondê-la, despertando a cobiça de muita gente, de Danny aos peixes grandes.
“Diamante de Sangue” é um thriller político convencional, com um pequeno desdobramento paralelo romântico. Esta última parte, implausível e excessivamente melodramática, responde pelos trechos mais fracos do filme – é realmente difícil acreditar que duas pessoas tão diferentes quanto Danny e Maddy possam se apaixonar, mas afinal de contas o envolvimento amoroso do herói é inevitável nos grandes filmes de Hollywood. Infelizmente, o trabalho de Edward Zwick não empolga em nenhuma frente: tem cenas de ação apenas competentes, mas que nunca impressionam, e usa personagens estereotipados (o mercenário amoral redimido pelo amor, a jornalista cheia de idealismo, o homem local para quem a família é tudo o que importa).
No todo, parece uma mistura de “Hotel Rwanda”(filme de Terry George que denunciou a violenta situação do país africano em 2004) com “O Jardineiro Fiel” (em que Fernando Meirelles também misturou thriller e romance para contar uma história explosiva sobre ações irresponsáveis da indústria farmacêutica na África). No entanto, Zwick não consegue imprimir a ousadia do primeiro longa na escolha dos personagens (lá o herói era um belga negro, enquanto aqui eles são um branco e uma norte-americana) ou a estrutura arrojada do segundo, que investia numa montagem não-cronológica caminhando rumo a um final tão surpreendente quanto pessimista. “Diamante de Sangue” termina com um tom de esperança que não casa, de maneira alguma, com a horrível realidade que o filme se propõe a denunciar.
De certa forma, as melhores cenas acontecem quando os personagens de Leonardo Di Caprio e Jennifer Connelly, com desconfiômetros ligados ao máximo, estão se conhecendo. Entre um flerte e outro, eles se atracam em uma discussão interessante sobre a ética dos jornalistas investigativos (“eu uso Solomon tanto quanto você me usa”): afinal de contas, Maddy se esforça tanto para escrever uma grande reportagem por idealismo e senso de justiça? Ela deseja parar a guerra ou impressionar leitores? Quando um repórter força a barra para fazer uma entrevista com alguém que não quer responder as perguntas, está usando o entrevistado? Embora não aprofunde estas questões, “Diamante de Sangue” as levanta – e isto, juntamente com a denúncia de uma grave situação internacional que o cinema nunca havia feito antes, é uma virtude. Mais política do que cinematográfica, claro."

airtonshinto said...

MARCELO HESSEL, do site Omelete:
"Durante a entrevista com os produtores Paula Weinstein e Marshall Herskovitz (leia aqui), eu disse a eles que tinha achado Diamante de Sangue (Bloody Diamond, 2006) um filme de verão - cheio de explosões e correrias -, mas com um pano de fundo político. Eles não ficaram muito contentes com a minha teoria e começaram a se defender. Opa, calma lá! Não há mal algum em fazer um filmão pipoca, que tem como interesse principal divertir as pessoas. E o melhor é que o roteirista Charles Leavitt e o diretor Ed Zwick conseguiram chegar a um equilíbrio perfeito entre ficção e realidade, expondo atrocidades que aconteceram (e continuam acontecendo) no continente africano e ainda colocando na tela atores que ao mesmo tempo são bons e chamam o público para os cinemas.
Antes de falar do filme, uma contextualização histórica. Em 1996, Ahmad Tejan Kabbah foi eleito o primeiro presidente civil de Serra Leoa, depois de décadas de governos militares. Em maio do ano seguinte ele foi deposto por um grupo oposicionista de militares, que logo chamaram a força revolucionária RUF para ajudá-los a governar o país. Após 10 meses, tropas nigerianas retomaram o poder, reinstaurando a presidência de Kabbah. Porém, em janeiro de 1999, a RUF voltou a atacar a capital Freetown, contra-atacados pelos nigerianos. Em julho daquele ano, Kabbah negociou para ter o líder da RUF, Sankoh, como seu vice-presidente. A paz durou até abril de 2000, quando o exército da Nigéria saiu do país e a RUF voltou a atacar, usando até mesmo os capacetes azuis da ONU como reféns, o que levou à prisão de Sankoh e outros membros da RUF que faziam parte do governo e aumentou o caos. A situação só começou a melhorar em maio, quando forças britânicas chegaram país para estabelecer a ordem, o que só aconteceu em 2002, quando Kabbah declarou oficialmente o fim da guerra civil.
Para conseguir resistir tanto tempo, a RUF contrabandeava diamantes para pagar por armamento e drogas. Nesta época, a vizinha Libéria foi uma das maiores exportadoras de diamantes, sem ter minas. Para conseguir novos soldados, eles invadiam vilas, matavam pais e mães e levavam os filhos, que eram drogados e forçados a dar continuidade a este ciclo de barbáries. Assim, além de perder as vidas de milhares de civis e milhões em diamantes, o país tem hoje crianças que até pouco tempo faziam parte de um exército sem limites.

Misturando verdade e ficção
Ambientado em Serra Leoa (leste africano), o filme conta a história de um pescador, Solomon Vandy (Djimon Hounsou), que vê sua vila atacada por rebeldes. Ele consegue salvar sua esposa e filhas, mas vê seu filho sendo levado para se tornar um soldado. Forçado a ir trabalhar em uma mina de extração de diamantes, ele consegue achar uma enorme pedra. Enquanto tentava escondê-la, o exército local chega e leva todos para a cadeia. É lá que um traficante de diamantes, Danny Archer (Leonardo DiCaprio), fica sabendo da tal pedra e resolve ajudá-lo a salvar seu filho, desde que em troca ele fique com o raro mineral.
Entre as correrias, tiros e explosões que se seguem, eles se aliam a uma jornalista estadunidense (Jennifer Connelly), que também tem o seu objetivo: reunir o máximo de informações sobre os diamantes de conflito que são contrabandeados para os países ocidentais.
Com este pano de fundo sócio-político, Ed Zwick (O último samurai) constrói uma emocionante viagem de três seres humanos, seus objetivos e os meios que utilizam para alcançá-los. Além de correr e pular, DiCaprio e Hounsou têm ótimas atuações, que justificam os elogios que vêm recolhendo.
Espertos com o estrago que Super Size Me causou à indústria de fast foods e em especial ao McDonalds, as empresas que manufaturam e vendem diamantes se adiantaram à estréia do filme e vem exibindo os brilhantes certificados de que suas pedras não são diamantes de conflito. Investir na África e tentar melhorar as condições de vida no continente negro, ninguém quer, né? "